Este é o nosso espaço dedicado a explorar e compartilhar informações, tendências alimentares e inovações da indústria agroalimentar. Nossos artigos são o resultado de uma busca incansável por informações precisas e confiáveis, com o compromisso de promover a transparência, a sustentabilidade e a qualidade nas informações que oferecemos à população.
A alimentação escolar pode produzir efeitos que vão além da nutrição e contribuir para o bem-estar e a socialização das crianças. Estudos recentes apontam benefícios relacionados ao apoio social, ao comportamento e ao sentimento de pertencimento, embora os resultados dependam também da forma como as refeições são organizadas. A cantina escolar merece, portanto, ser pensada não apenas como um serviço de alimentação, mas como um espaço importante da vida social das crianças.
A Comissão Europeia iniciou a construção do FOOD 2040, uma agenda estratégica que ajudará a definir as prioridades europeias de pesquisa e inovação para os sistemas alimentares. Resiliência, sustentabilidade, saúde, novas fontes de proteína, digitalização e redução do desperdício estão entre os temas identificados durante a consulta realizada com diferentes atores do setor. O processo mostra como ciência e inovação deverão participar das transformações que definirão a alimentação europeia nas próximas décadas.
"Hoje, venho falar das férias: é o tempo delas, como se diz que é o tempo das cerejas. Outra árvore dá estes frutos, e a mesma árvore os arranca: os dias as trazem até nós, os dias as levam. Neste escoar se vai o tempo, mas enquanto as férias se aproximam tudo é desejá-las..."
As embalagens inteligentes começam a desempenhar funções que vão muito além da proteção dos alimentos. Sensores, etiquetas digitais e novas tecnologias ampliam a rastreabilidade, fortalecem a segurança dos alimentos e melhoram a comunicação ao longo da cadeia agroalimentar. A embalagem passa, assim, a integrar as estratégias de inovação e digitalização da indústria alimentar.
Os incêndios florestais já afetam a produção de alimentos, a renda dos agricultores e a estabilidade das cadeias agroalimentares europeias. Em resposta, a União Europeia passou a integrar medidas agrícolas às estratégias de prevenção, incluindo o incentivo ao pastoreio e aos sistemas silvipastoris. A gestão da paisagem torna-se, assim, um elemento importante para reduzir o risco de incêndios e aumentar a resiliência do sistema alimentar.
A União Europeia aprovou novas regras que ampliam as possibilidades de cooperação entre agricultores e organizações de produtores. A iniciativa procura equilibrar as relações comerciais na cadeia agroalimentar sem abandonar os princípios da política de concorrência. O objetivo é fortalecer a competitividade do setor a partir de um primeiro elo mais organizado, resiliente e capaz de gerar valor.
A Itália criou o selo Made Green in Italy para certificar produtos com melhor desempenho ambiental com base na metodologia europeia Product Environmental Footprint (PEF). Em conjunto com outras iniciativas europeias, o programa mostra que os critérios ambientais ganham espaço na forma de avaliar e comunicar os alimentos.
A França apresentou as primeiras maquetes do futuro sistema de etiquetagem ambiental para alimentos, que pretende informar os consumidores sobre o impacto ambiental dos produtos. A proposta considera critérios como emissões de carbono, biodiversidade, uso dos recursos naturais e práticas de produção. A iniciativa reforça a tendência de ampliar a transparência na cadeia agroalimentar e incentivar escolhas de consumo mais sustentáveis.
A gestão dos alergênicos está a evoluir de uma abordagem baseada em precaução para um modelo apoiado em critérios científicos quantitativos. Os trabalhos da FAO/OMS no âmbito do Codex Alimentarius introduzem o conceito de doses de referência para avaliar melhor o risco de reações alérgicas e orientar a rotulagem. Esta mudança permite maior precisão na comunicação ao consumidor e uma gestão de risco mais eficiente pela indústria alimentar.
A restauração coletiva começa a transformar suas estratégias de compra, incorporando critérios de sustentabilidade, origem e responsabilidade ambiental. A nova política de compras de produtos do mar da Elior ilustra como grandes operadores podem influenciar toda a cadeia alimentar. Mais do que uma escolha comercial, essas iniciativas mostram o papel estratégico das compras na construção de sistemas alimentares mais responsáveis.
O preço dos alimentos orgânicos volta ao debate na França após críticas às margens aplicadas pela grande distribuição sobre frutas e legumes. A discussão revela um desafio central da transição alimentar: como tornar produtos mais saudáveis e sustentáveis acessíveis ao maior número de consumidores. Mais do que uma questão de preço, o tema envolve toda a organização da cadeia alimentar, da produção ao varejo.
A presença do agroalimentar no "Choose France" 2026 mostra como alimentação, inovação e competitividade estão cada vez mais conectadas. Os investimentos anunciados refletem prioridades como saúde animal, sustentabilidade, digitalização e modernização industrial. Mais do que captar recursos, a iniciativa evidencia uma visão estratégica para o futuro do setor agroalimentar europeu.
A França amplia o debate sobre um possível “seguro social da alimentação”, com propostas para garantir acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis para toda a população. Aconecta saúde pública, sustentabilidade e redução das desigualdades alimentares. Mais do que assistência, a discussão reflete uma nova forma de pensar os sistemas alimentares e o papel da alimentação na sociedade.
A União Europeia atualizou as chamadas “diretivas do café da manhã”, reforçando regras para mel, geleias e sucos de frutas. As novas medidas ampliam a transparência sobre origem e composição dos produtos, alinhando a regulamentação às expectativas dos consumidores.
O PNA 4 e o PNNS 5, lançados para o período 2026–2030, reforçam a política francesa de alimentação ao integrar saúde, sustentabilidade e acesso aos alimentos. Enquanto o PNA atua sobre o sistema alimentar, o PNNS foca na saúde e nos comportamentos nutricionais. Juntos, os programas refletem uma abordagem mais sistêmica, com foco na redução das desigualdades e na transição para dietas mais sustentáveis.
A gestão de alergênicos na Europa está evoluindo de uma abordagem cautelar para um modelo baseado em risco, impulsionado por iniciativas de países como Países Baixos e Espanha. O sistema VITAL se destaca ao utilizar dados científicos para definir quando a rotulagem preventiva é realmente necessária. Essa mudança melhora a proteção dos consumidores e traz mais clareza e eficiência para a indústria de alimentos.
Startups FoodTech estão redefinindo o setor alimentar ao integrar inteligência artificial, biotecnologia e novos modelos de negócio. Soluções em proteínas alternativas, redução do desperdício e digitalização mostram um sistema alimentar em rápida transformação. Para empresas do setor, acompanhar essas inovações é essencial para manter competitividade e relevância.
A nova regulamentação europeia, em particular a Diretiva (UE) 2020/2184, reforça as exigências sobre a qualidade da água e a responsabilidade das empresas alimentares no seu controlo. A gestão passa a basear-se numa abordagem de risco, incluindo monitorização contínua e atenção a contaminantes emergentes como os PFAS.
Apesar de sua liderança global em e-commerce, a Amazon ainda enfrenta dificuldades para se impor no setor alimentar devido a margens reduzidas, alta complexidade logística e comportamento do consumidor. O mercado exige modelos mais adaptados, com forte integração entre canais físicos e digitais. Nesse contexto, o sucesso no alimentar depende menos da digitalização isolada e mais de estratégias omnicanal e eficiência operacional.
A tecnologia está no centro da revolução das proteínas vegetais, com processos avançados de texturização, modificação enzimática e digitalização formando a base de ingredientes cada vez mais funcionais e sensoriais. Essas inovações permitem a criação de produtos plant‑based com desempenho nutricional e organoléptico próximos aos de proteínas animais, ao mesmo tempo em que melhoram a eficiência e a sustentabilidade da produção.
Durante a Alimentaria 2026, a Verakis acompanhou de perto os snacks inovadores, incluindo produtos à base de bagaço, ovo e brócoli funcional. Essas inovações refletem a tendência global de snacks funcionais, que combinam saúde, sabor e conveniência. Além disso, o uso de subprodutos e ingredientes sustentáveis destaca o potencial de inovação e competitividade no setor agroalimentar.
A criação de um observatório de origem busca reunir dados sobre a proveniência de alimentos e a transparência dos circuitos de distribuição, respondendo à crescente demanda dos consumidores por informações claras sobre os produtos que consomem. Essa ferramenta pode fortalecer a confiança do consumidor, incentivar práticas responsáveis e criar diferenciais competitivos para empresas que valorizam rastreabilidade e autenticidade.
A Comissão Europeia lançou a Women in Farming Platform para reforçar a participação das mulheres no setor agrícola e nas comunidades rurais da União Europeia. A iniciativa cria espaços de mentoria, cooperação e troca de experiências para apoiar agricultoras e superar barreiras estruturais ao acesso à terra, financiamento e formação. Ao destacar boas práticas e promover igualdade de oportunidades, a plataforma pretende tornar a agricultura europeia mais inclusiva, sustentável e resiliente.
A França lançou uma nova estratégia nacional para alimentação, nutrição e clima, com metas até 2030. O objetivo é integrar saúde, sustentabilidade e qualidade alimentar, promovendo cadeias produtivas mais responsáveis e reduzindo o impacto ambiental. A iniciativa enfatiza a restauração coletiva, a inovação agrícola e o acesso universal a alimentos saudáveis como instrumentos centrais para transformar o sistema alimentar.
Os desafios de competitividade no setor agrícola europeu estão ligados ao aumento dos custos de produção, às exigências regulatórias e às diferenças entre explorações. Ao mesmo tempo, qualidade, origem, inovação tecnológica e práticas sustentáveis tornam-se elementos estratégicos para diferenciar produtos e gerar valor. O futuro do setor dependerá do equilíbrio entre eficiência econômica, inovação e valorização de modelos de produção sustentáveis.
Lançada oficialmente durante o SIRHA Lyon, a "Freque de la restauration" nasce da constatação de que a restauração ocupa uma posição estratégica nos sistemas alimentares contemporâneos e que suas transformações não podem ser pensadas de forma fragmentada.A proposta parte da inteligência coletiva para tornar visível a complexidade do setor e estimular uma compreensão sistêmica das interdependências que o atravessam.
Em 2026, o setor agroalimentar português será guiado por tendências que combinam saúde, inovação, sustentabilidade e experiência do consumidor, segundo a PortugalFoods. Produtos com foco em proteínas vegetais, bem-estar intestinal, indulgência consciente e conveniência ganham destaque, assim como soluções que unem tradição e responsabilidade ambiental. Essas mudanças refletem consumidores cada vez mais exigentes, que buscam qualidade sensorial, benefícios funcionais e escolhas éticas ao comprar alimentos.
Em Portugal, 113 produtos alimentares receberam em 2026 a distinção Sabor do Ano, um selo europeu que reconhece qualidade sensorial e aceitação do consumidor. O prêmio é baseado em provas cegas com consumidores reais, avaliando sabor, textura, odor e satisfação geral, garantindo que apenas os produtos mais apreciados sejam premiados.
A restauração está passando por mudanças profundas, com clientes valorizando experiência, presença digital e espaços multifuncionais. Gestão colaborativa, controle de custos e inovação se tornaram essenciais para o sucesso dos restaurantes. Adaptar-se a essas transformações garante relevância e competitividade no mercado atual.
A gastronomia de 2026 combina tradição e inovação. Ingredientes locais e técnicas criativas ganham destaque. Comer e cozinhar tornam-se experiências conscientes e memoráveis. Nada de transcendente...
A cidade de Tours inaugurou uma nova cozinha central que integra produção em larga escala com princípios de sustentabilidade, economia circular e alimentos de qualidade. O projeto prioriza ingredientes biológicos, reuso de recipientes e redução de resíduos, combinando inovação técnica, logística e ambiental.
A UE e os países do Mercosul assinam acordo comercial em 16 de janeiro de 2026, mas sua entrada em vigor depende de ratificação pelos parlamentos. O pacto abre oportunidades para o comércio agroalimentar, mas também gera preocupações sobre concorrência, sustentabilidade e normas de qualidade. Só com a implementação prática será possível avaliar se a troca será justa e se a qualidade dos produtos será mantida ou aprimorada.
A União Europeia reforçou os controles sobre a importação de alimentos, animais e produtos vegetais, ampliando exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. As novas medidas buscam proteger a segurança alimentar europeia e alinhar o comércio aos objetivos climáticos e regulatórios do bloco. Para países exportadores como o Brasil, isso significa maior pressão por conformidade, transparência e adaptação às normas europeias.
O Natal não é apenas uma celebração religiosa: para o setor agroalimentar e varejista é também uma das datas de maior impacto econômico do ano, especialmente nos países de tradição cristã no Ocidente.
A inteligência artificial já influencia decisões na segurança alimentar, mas seu uso levanta dilemas que vão além da tecnologia. Sem ética e governança, a IA pode reforçar desigualdades e concentrar poder. No sistema alimentar, a questão central é decidir a serviço de quem essas ferramentas operam.
A INTERBEV lançou um plano para reconquistar a soberania alimentar da França, frente à queda dos rebanhos de ruminantes e à dependência de importações. O plano inclui reforço da produção nacional, valorização dos cortes locais e exigência de padrões sanitários e ambientais para carnes importadas. A iniciativa destaca a importância de preservar a produção local, apoiar produtores e garantir segurança alimentar e sustentabilidade.
O relatório do Diálogo Estratégico sobre o Futuro da Agricultura da UE destaca os desafios de equilibrar produtividade, sustentabilidade e justiça social no setor agrícola europeu, propondo incentivos para práticas mais ecológicas e apoio a pequenos e médios produtores. Para profissionais do agroalimentar, o estudo reforça a necessidade de inovação, capacitação e atenção às mudanças regulatórias, preparando o setor para atuar de forma responsável e alinhada aos novos desafios da União Europeia.
A França implementa a SNANC para integrar alimentação, saúde, meio ambiente e justiça social, promovendo dietas mais saudáveis, redução de emissões e proteção da biodiversidade. A estratégia se conecta a políticas e projetos locais, transformando diretrizes em ações concretas com financiamento e suporte técnico, estimulando mudanças reais nos hábitos alimentares e fortalecendo a resiliência territorial.
A proliferação desordenada de plataformas digitais sobre alimentação gerou uma "cacofonia" onde o volume de informação, movido por interesses comerciais ou ativistas, sufoca a capacidade crítica tanto do público quanto de pesquisadores. Em vez de promover o discernimento, essa sobrecarga transforma simplificações em mitos e verdades absolutas. Assim, o combate à desinformação exige não apenas informar, mas, crucialmente, repensar a estratégia para desenvolver o espírito crítico do consumidor digital.
As iniciativas da Sodiaal e da Danone refletem duas estratégias complementares para o futuro do leite: uma reafirma a identidade local e cooperativa, enquanto a outra aposta na sustentabilidade e inovação global. Ambas buscam reconectar o leite à sua origem, conciliando tradição, transparência e responsabilidade ambiental. O desafio comum é transformar propósito em prática, equilibrando viabilidade econômica, inclusão produtiva e coerência entre discurso e ação.
A ANSES publicou uma avaliação inédita sobre a contaminação por PFAS na França, com base em quase dois milhões de dados, mostrando sua presença em água, alimentos e solos. Apesar de regulamentações em avanço, muitas substâncias ainda carecem de monitoramento, exigindo ações proativas do setor agroalimentar. O estudo também aponta oportunidades de inovação e vantagem competitiva para empresas que adotarem práticas seguras e livres de PFAS.
O Alto Conselho de Saúde Pública da França apresentou as recomendações para o novo Programa Nacional de Nutrição e Saúde (2025–2030). O documento propõe uma alimentação mais vegetal, sustentável e acessível, com políticas de regulação e educação alimentar. As orientações apontam para um futuro em que saúde, prazer e responsabilidade caminham juntos na mesa e na formação profissional.
A Comissão Europeia validou a alegação de saúde do kiwi verde, reconhecendo seu efeito positivo na digestão. É o primeiro fruto fresco na Europa a receber esse selo, destacando seu valor funcional e estratégico. A certificação reforça a diferenciação do produto e pode inspirar outras frutas a buscar reconhecimentos similares.
O estudo dos Échos Études evidencia como a nutrição funcional se torna um pilar da saúde preventiva, com consumidores cada vez mais em busca de produtos personalizados que atendam às suas necessidades específicas e auxiliem na gestão de doenças.
O “Uovo Circolare”, desenvolvido pela Azienda Agricola Fantolino em parceria com a UNISG na Itália, aplica a economia circular à produção de ovos, transformando resíduos agroalimentares em alimento para larvas que compõem parte da ração das galinhas poedeiras. O projeto reduz desperdício, promove bem-estar animal e incorpora pesquisa científica para melhorar a qualidade do produto. Mais do que um ovo, ele simboliza a transição de uma economia linear para uma regenerativa, integrando sustentabilidade, inovação e responsabilidade social.
O projeto Flat Bread Mine (FBM) busca inovar os pães achatados (flatbreads) mediterrâneos, tornando-os mais saudáveis, sustentáveis e adaptados aos consumidores de hoje. Financiado pelo programa PRIMA, envolve 18 parceiros de 10 países e desenvolve novas receitas, fórmulas com e sem glúten e processos produtivos eficientes. Para profissionais do setor alimentício, o FBM é uma oportunidade de unir tradição, ciência e inovação na produção de flatbreads.
A conscientização dos cidadãos europeus sobre o funcionamento do sistema de segurança dos alimentos da União Europeia apresentou um aumento significativo nos últimos anos, refletindo um maior interesse e conhecimento sobre diversas questões relacionadas à alimentação segura.
A Indústria 4.0 está transformando a agricultura e a alimentação. Tecnologias como IoT, inteligência artificial e robótica aumentam eficiência e rastreabilidade. O desafio é equilibrar inovação com sustentabilidade para produzir alimentos seguros e responsáveis.
A alimentação coletiva está se transformando com iniciativas que promovem refeições mais saudáveis e sustentáveis. Programas como o EAT da Sodexo demonstram como refeitórios coletivos podem influenciar hábitos alimentares, reduzir impactos ambientais e integrar ciência e prática para promover escolhas conscientes.
Em 2025, a França já produziu 15 bilhões de ovos, alcançando 97% de autossuficiência, mas ainda precisará ampliar a produção para responder a uma demanda crescente. O ovo se consolidou como alimento acessível e nutritivo, com avanços em bem-estar animal e inovação em ovoprodutos, embora desafios como crises sanitárias e custos de produção mantenham a necessidade de apoio e cooperação no setor.
O Nutri-Score se destaca como importante ferramenta para escolhas alimentares saudáveis, especialmente entre populações vulneráveis. Apesar do apoio crescente e validação científica, ainda enfrenta resistências culturais e políticas. Para sua adoção justa e eficaz, são necessários mais estudos e comunicação clara.
Dietas vegetarianas e veganas podem trazer benefícios à saúde, como menor risco de diabetes e doenças cardiovasculares, mas exigem atenção a nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais; por isso, a ANSES recomenda manter um equilíbrio alimentar adequado e, quando necessário, recorrer à suplementação.
Como lembra Miguel Torga, em Diário de um Poeta, os momentos simples do cotidiano, como comer e descansar, são essenciais para se reconectar com a vida.
Em um contexto global cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas, pela perda de biodiversidade e pelas pressões sobre os sistemas alimentares, o projeto europeu INCREASE (Intelligent Collections of Food Legumes Genetic Resources for European Agrofood Systems) surge como uma resposta estratégica e visionária. Financiado pela União Europeia, o projeto reúne uma ampla colaboração internacional que envolve instituições de vários países, incluindo Itália, Espanha, Alemanha, Portugal, França, Grécia, Croácia, Eslovênia, Sérvia e Reino Unido.
Portugal reduziu significativamente os teores de sal e açúcar em milhares de produtos alimentares entre 2018 e 2023, sem exigir mudanças no comportamento dos consumidores. A iniciativa, liderada pela Direção-Geral da Saúde e outras entidades, resultou na retirada de mais de 7 mil toneladas de açúcar e 18 toneladas de sal da alimentação habitual da população. O projeto é um exemplo de como políticas públicas, quando bem articuladas com o setor produtivo, podem transformar silenciosamente a saúde coletiva.
O movimento BuyFromEU tem ganhado força entre consumidores europeus que buscam reduzir a dependência de produtos importados e fortalecer a produção local. Impulsionado por tensões geopolíticas e novas tarifas norte-americanas, o movimento cresce principalmente em fóruns digitais, como o Reddit, e já inspira mudanças no varejo europeu. Mais do que um boicote, trata-se de uma mobilização pró-Europa, com foco em sustentabilidade econômica e autonomia regional.
O Basque Culinary Center e a AgroBank lançaram a iniciativa Impulso Agro, destacando 40 jovens profissionais que inovam e enfrentam os desafios do setor agroalimentar e gastronômico. Esses jovens combinam sustentabilidade, tecnologia e tradição para transformar a cadeia produtiva, com destaque para a forte presença feminina e projetos focados em renovação geracional. A iniciativa busca criar uma rede colaborativa que impulsione mudanças significativas no agro, conectando talentos e promovendo um futuro mais sustentável e inovador.
O relatório da Agência Europeia do Ambiente analisa os avanços na prevenção de resíduos na UE entre 2010 e 2022, destacando uma desacoplagem moderada entre crescimento econômico e geração de resíduos. Apesar da queda nas emissões do setor e da melhoria na coleta de dados sobre desperdício alimentar, políticas voluntárias ainda predominam. O estudo recomenda metas obrigatórias, integração com estratégias climáticas e maior uso de instrumentos econômicos para fortalecer a transição para uma economia circular.
O uso de blockchain em cadeias de suprimentos de alimentos perecíveis pode aumentar a transparência sobre a frescura dos produtos, reduzindo desperdícios e aumentando os lucros. A tecnologia, aliada a sensores IoT e contratos inteligentes, permite decisões mais eficientes e relações mais justas entre varejistas e fornecedores.
No colóquio realizado em 14 de maio no Palais Bourbon, em Paris, especialistas de diversas áreas defenderam a substituição do PRG100 pelo PRG* para uma avaliação mais precisa do impacto climático da criação de ruminantes. O evento destacou a importância dos sistemas de criação extensiva e das pastagens permanentes na preservação do solo, da biodiversidade e da qualidade da água. Também foi ressaltado que os impactos ambientais e na saúde dependem mais do modelo de produção adotado do que dos ruminantes em si.
A ESAAF é uma nova aliança formada por cinco grandes institutos europeus para fortalecer a ligação entre ciência e políticas públicas em agricultura e alimentação. Seu objetivo é fornecer conhecimento científico independente, atualizado e coordenado para apoiar decisões estratégicas da União Europeia. A iniciativa busca acelerar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e competitivos em toda a Europa.
O setor de alimentação fora do lar na França mostrou resiliência em 2024, encerrando o ano com crescimento de 1% no faturamento, apesar das incertezas econômicas e geopolíticas. Os segmentos de restauração de proximidade, coletiva e snacking destacaram-se, impulsionados por mudanças nos hábitos de consumo e pela abertura de novos estabelecimentos. Para 2025, as perspectivas são positivas, com o setor apostando na inovação, elevação do ticket médio e expectativa de forte demanda durante a temporada turística de verão.
O transporte de passageiros, como trens e aviões, desperdiça alimentos em todas as etapas do serviço. As perdas são causadas por excesso de oferta, demanda imprevisível e falta de infraestrutura para reaproveitamento. Isso gera impactos ambientais, econômicos e reputacionais significativos para as empresas.
A campanha Safe2Eat, coordenada pela EFSA, educa os consumidores da União Europeia sobre segurança dos alimentos, nutrição e práticas saudáveis. Com o apoio de cientistas e autoridades, a iniciativa visa aumentar a confiança dos cidadãos na qualidade e segurança dos alimentos. Ela promove escolhas alimentares informadas, seguras e baseadas nas melhores evidências científicas.
A Anses recomendou limitar o uso de produtos à base de soja na restauração coletiva devido aos riscos das isoflavonas, compostos que podem afetar o sistema hormonal, principalmente em crianças. A agência enfatiza que o soja não deve ser banido, mas sua formulação precisa ser revista para reduzir a concentração desses compostos. Essa recomendação levanta um debate sobre a segurança alimentar e os desafios para a indústria alimentar oferecer alternativas mais seguras e sustentáveis.
A França lançou uma iniciativa para aumentar a transparência nos preços dos alimentos, destacando a remuneração dos produtores. A medida, testada em diversos setores, visa melhorar as relações comerciais e incentivar escolhas mais éticas por parte dos consumidores. O projeto também tem um impacto político, fortalecendo o vínculo entre consumidores e agricultores, e pode se expandir para todo o país se os testes forem bem-sucedidos.
A Estratégia Nacional para a Alimentação, Nutrição e Clima (Snanc), colocada em consulta pública na França em abril de 2025, visa promover uma alimentação saudável, sustentável e acessível até 2030, com foco na redução da obesidade infantil, consumo consciente e combate à insegurança alimentar. Entre as principais medidas estão a redução do consumo de carne, rotulagem ambiental, regulação de sal, açúcar e gordura, além de transparência nas compras alimentares.
O Sandwich & Snack Show, realizado anualmente em Paris, é um evento importante para profissionais do setor de alimentação rápida e snacks, destacando inovações tecnológicas, produtos e conceitos gastronômicos. A edição de 2025 abordou temas como alimentos e bebidas vegetais, embalagens ecológicas e a culinária italiana, além de promover competições e conferências sobre tendências de mercado. O evento também gerou discussões sobre o crescente mercado de águas saborizadas e suas estratégias de marketing, incluindo propostas ousadas que misturam conceitos de saúde e estilo de vida.
Nos últimos anos, o bem-estar no trabalho ganhou destaque, com empresas focando em criar ambientes que vão além do salário, priorizando conforto, saúde e qualidade de vida. O evento SETA apresentou inovações como alimentação saudável e sustentável no ambiente corporativo, com soluções como frutas frescas e cafés de qualidade. Essas mudanças mostram que o cuidado com os funcionários está se transformando em um investimento estratégico para melhorar a produtividade e fortalecer a cultura organizacional.
Dia 27 de março a França celebra a Jornada Nacional do Queijo, destacando queijos AOP que levam o nome de vilarejos franceses. Entre os queijos mais emblemáticos estão o Maroilles, o Banon, o Roquefort e o Brie de Meaux, que refletem o rico patrimônio local de várias regiões. O Salão do Queijo e dos Produtos Lácteos é o lugar perfeito para explorar essas delícias de diferentes partes do país.
O cuscuz, prato de origem magrebina, é mais do que uma iguaria; é um símbolo da luta pela preservação das tradições culturais e históricas de um povo. Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Imaterial da Humanidade, ele reflete a importância de manter vivas as práticas alimentares que moldam identidades ao redor do mundo. Adaptado ao Nordeste brasileiro, o cuscuz se tornou um ícone da culinária regional, unindo passado e presente em sua preparação e celebração.
A ameaça de tarifas dos EUA sobre produtos agroalimentares da União Europeia pode afetar diretamente setores como máquinas agrícolas, laticínios e alimentos processados. A UE exporta mais para os EUA do que importa, gerando um superávit comercial de 24 bilhões de euros, mas as tarifas podem reduzir a competitividade desses produtos no mercado americano. Empresas europeias podem responder de várias formas, incluindo ajuste de preços ou até retirada do mercado, dependendo da sensibilidade do setor às flutuações de preços.