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A gestão dos alergênicos está a evoluir de uma abordagem baseada em precaução para um modelo apoiado em critérios científicos quantitativos. Os trabalhos da FAO/OMS no âmbito do Codex Alimentarius introduzem o conceito de doses de referência para avaliar melhor o risco de reações alérgicas e orientar a rotulagem. Esta mudança permite maior precisão na comunicação ao consumidor e uma gestão de risco mais eficiente pela indústria alimentar.
A restauração coletiva começa a transformar suas estratégias de compra, incorporando critérios de sustentabilidade, origem e responsabilidade ambiental. A nova política de compras de produtos do mar da Elior ilustra como grandes operadores podem influenciar toda a cadeia alimentar. Mais do que uma escolha comercial, essas iniciativas mostram o papel estratégico das compras na construção de sistemas alimentares mais responsáveis.
O preço dos alimentos orgânicos volta ao debate na França após críticas às margens aplicadas pela grande distribuição sobre frutas e legumes. A discussão revela um desafio central da transição alimentar: como tornar produtos mais saudáveis e sustentáveis acessíveis ao maior número de consumidores. Mais do que uma questão de preço, o tema envolve toda a organização da cadeia alimentar, da produção ao varejo.
A presença do agroalimentar no "Choose France" 2026 mostra como alimentação, inovação e competitividade estão cada vez mais conectadas. Os investimentos anunciados refletem prioridades como saúde animal, sustentabilidade, digitalização e modernização industrial. Mais do que captar recursos, a iniciativa evidencia uma visão estratégica para o futuro do setor agroalimentar europeu.
A França amplia o debate sobre um possível “seguro social da alimentação”, com propostas para garantir acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis para toda a população. Aconecta saúde pública, sustentabilidade e redução das desigualdades alimentares. Mais do que assistência, a discussão reflete uma nova forma de pensar os sistemas alimentares e o papel da alimentação na sociedade.
A União Europeia atualizou as chamadas “diretivas do café da manhã”, reforçando regras para mel, geleias e sucos de frutas. As novas medidas ampliam a transparência sobre origem e composição dos produtos, alinhando a regulamentação às expectativas dos consumidores.