A UE e os países do Mercosul assinam acordo comercial em 16 de janeiro de 2026, mas sua entrada em vigor depende de ratificação pelos parlamentos. O pacto abre oportunidades para o comércio agroalimentar, mas também gera preocupações sobre concorrência, sustentabilidade e normas de qualidade. Só com a implementação prática será possível avaliar se a troca será justa e se a qualidade dos produtos será mantida ou aprimorada.
A União Europeia reforçou os controles sobre a importação de alimentos, animais e produtos vegetais, ampliando exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. As novas medidas buscam proteger a segurança alimentar europeia e alinhar o comércio aos objetivos climáticos e regulatórios do bloco. Para países exportadores como o Brasil, isso significa maior pressão por conformidade, transparência e adaptação às normas europeias.
O relatório do Diálogo Estratégico sobre o Futuro da Agricultura da UE destaca os desafios de equilibrar produtividade, sustentabilidade e justiça social no setor agrícola europeu, propondo incentivos para práticas mais ecológicas e apoio a pequenos e médios produtores. Para profissionais do agroalimentar, o estudo reforça a necessidade de inovação, capacitação e atenção às mudanças regulatórias, preparando o setor para atuar de forma responsável e alinhada aos novos desafios da União Europeia.
Em 2025, a França já produziu 15 bilhões de ovos, alcançando 97% de autossuficiência, mas ainda precisará ampliar a produção para responder a uma demanda crescente. O ovo se consolidou como alimento acessível e nutritivo, com avanços em bem-estar animal e inovação em ovoprodutos, embora desafios como crises sanitárias e custos de produção mantenham a necessidade de apoio e cooperação no setor.
No colóquio realizado em 14 de maio no Palais Bourbon, em Paris, especialistas de diversas áreas defenderam a substituição do PRG100 pelo PRG* para uma avaliação mais precisa do impacto climático da criação de ruminantes. O evento destacou a importância dos sistemas de criação extensiva e das pastagens permanentes na preservação do solo, da biodiversidade e da qualidade da água. Também foi ressaltado que os impactos ambientais e na saúde dependem mais do modelo de produção adotado do que dos ruminantes em si.
A ESAAF é uma nova aliança formada por cinco grandes institutos europeus para fortalecer a ligação entre ciência e políticas públicas em agricultura e alimentação. Seu objetivo é fornecer conhecimento científico independente, atualizado e coordenado para apoiar decisões estratégicas da União Europeia. A iniciativa busca acelerar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e competitivos em toda a Europa.