
A Itália criou o selo Made Green in Italy para certificar produtos com melhor desempenho ambiental com base na metodologia europeia Product Environmental Footprint (PEF). Em conjunto com outras iniciativas europeias, o programa mostra que os critérios ambientais ganham espaço na forma de avaliar e comunicar os alimentos.

A França apresentou as primeiras maquetes do futuro sistema de etiquetagem ambiental para alimentos, que pretende informar os consumidores sobre o impacto ambiental dos produtos. A proposta considera critérios como emissões de carbono, biodiversidade, uso dos recursos naturais e práticas de produção. A iniciativa reforça a tendência de ampliar a transparência na cadeia agroalimentar e incentivar escolhas de consumo mais sustentáveis.

A nova regulamentação europeia, em particular a Diretiva (UE) 2020/2184, reforça as exigências sobre a qualidade da água e a responsabilidade das empresas alimentares no seu controlo. A gestão passa a basear-se numa abordagem de risco, incluindo monitorização contínua e atenção a contaminantes emergentes como os PFAS.

A Comissão Europeia lançou a Women in Farming Platform para reforçar a participação das mulheres no setor agrícola e nas comunidades rurais da União Europeia. A iniciativa cria espaços de mentoria, cooperação e troca de experiências para apoiar agricultoras e superar barreiras estruturais ao acesso à terra, financiamento e formação. Ao destacar boas práticas e promover igualdade de oportunidades, a plataforma pretende tornar a agricultura europeia mais inclusiva, sustentável e resiliente.

A França lançou uma nova estratégia nacional para alimentação, nutrição e clima, com metas até 2030. O objetivo é integrar saúde, sustentabilidade e qualidade alimentar, promovendo cadeias produtivas mais responsáveis e reduzindo o impacto ambiental. A iniciativa enfatiza a restauração coletiva, a inovação agrícola e o acesso universal a alimentos saudáveis como instrumentos centrais para transformar o sistema alimentar.

A cidade de Tours inaugurou uma nova cozinha central que integra produção em larga escala com princípios de sustentabilidade, economia circular e alimentos de qualidade. O projeto prioriza ingredientes biológicos, reuso de recipientes e redução de resíduos, combinando inovação técnica, logística e ambiental.

O relatório do Diálogo Estratégico sobre o Futuro da Agricultura da UE destaca os desafios de equilibrar produtividade, sustentabilidade e justiça social no setor agrícola europeu, propondo incentivos para práticas mais ecológicas e apoio a pequenos e médios produtores. Para profissionais do agroalimentar, o estudo reforça a necessidade de inovação, capacitação e atenção às mudanças regulatórias, preparando o setor para atuar de forma responsável e alinhada aos novos desafios da União Europeia.

O “Uovo Circolare”, desenvolvido pela Azienda Agricola Fantolino em parceria com a UNISG na Itália, aplica a economia circular à produção de ovos, transformando resíduos agroalimentares em alimento para larvas que compõem parte da ração das galinhas poedeiras. O projeto reduz desperdício, promove bem-estar animal e incorpora pesquisa científica para melhorar a qualidade do produto. Mais do que um ovo, ele simboliza a transição de uma economia linear para uma regenerativa, integrando sustentabilidade, inovação e responsabilidade social.

O Basque Culinary Center e a AgroBank lançaram a iniciativa Impulso Agro, destacando 40 jovens profissionais que inovam e enfrentam os desafios do setor agroalimentar e gastronômico. Esses jovens combinam sustentabilidade, tecnologia e tradição para transformar a cadeia produtiva, com destaque para a forte presença feminina e projetos focados em renovação geracional. A iniciativa busca criar uma rede colaborativa que impulsione mudanças significativas no agro, conectando talentos e promovendo um futuro mais sustentável e inovador.

O uso de blockchain em cadeias de suprimentos de alimentos perecíveis pode aumentar a transparência sobre a frescura dos produtos, reduzindo desperdícios e aumentando os lucros. A tecnologia, aliada a sensores IoT e contratos inteligentes, permite decisões mais eficientes e relações mais justas entre varejistas e fornecedores.

A ESAAF é uma nova aliança formada por cinco grandes institutos europeus para fortalecer a ligação entre ciência e políticas públicas em agricultura e alimentação. Seu objetivo é fornecer conhecimento científico independente, atualizado e coordenado para apoiar decisões estratégicas da União Europeia. A iniciativa busca acelerar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e competitivos em toda a Europa.

O transporte de passageiros, como trens e aviões, desperdiça alimentos em todas as etapas do serviço. As perdas são causadas por excesso de oferta, demanda imprevisível e falta de infraestrutura para reaproveitamento. Isso gera impactos ambientais, econômicos e reputacionais significativos para as empresas.

O setor de ovoprodutos oferece ovos em formas práticas como líquidas, congeladas ou em pó, visando facilitar o uso pela indústria alimentícia e de alimentação fora do lar. Esses produtos garantem vantagens como qualidade constante, higiene, economia de tempo e facilidade de armazenamento. A fabricação segue rigorosos processos de pasteurização e controle de temperatura, utilizando até ovos excedentes ou de baixa qualidade, evitando desperdícios.