
A restauração coletiva começa a transformar suas estratégias de compra, incorporando critérios de sustentabilidade, origem e responsabilidade ambiental. A nova política de compras de produtos do mar da Elior ilustra como grandes operadores podem influenciar toda a cadeia alimentar. Mais do que uma escolha comercial, essas iniciativas mostram o papel estratégico das compras na construção de sistemas alimentares mais responsáveis.

O preço dos alimentos orgânicos volta ao debate na França após críticas às margens aplicadas pela grande distribuição sobre frutas e legumes. A discussão revela um desafio central da transição alimentar: como tornar produtos mais saudáveis e sustentáveis acessíveis ao maior número de consumidores. Mais do que uma questão de preço, o tema envolve toda a organização da cadeia alimentar, da produção ao varejo.

A presença do agroalimentar no "Choose France" 2026 mostra como alimentação, inovação e competitividade estão cada vez mais conectadas. Os investimentos anunciados refletem prioridades como saúde animal, sustentabilidade, digitalização e modernização industrial. Mais do que captar recursos, a iniciativa evidencia uma visão estratégica para o futuro do setor agroalimentar europeu.

A gestão de alergênicos na Europa está evoluindo de uma abordagem cautelar para um modelo baseado em risco, impulsionado por iniciativas de países como Países Baixos e Espanha. O sistema VITAL se destaca ao utilizar dados científicos para definir quando a rotulagem preventiva é realmente necessária. Essa mudança melhora a proteção dos consumidores e traz mais clareza e eficiência para a indústria de alimentos.

Startups FoodTech estão redefinindo o setor alimentar ao integrar inteligência artificial, biotecnologia e novos modelos de negócio. Soluções em proteínas alternativas, redução do desperdício e digitalização mostram um sistema alimentar em rápida transformação. Para empresas do setor, acompanhar essas inovações é essencial para manter competitividade e relevância.

A nova regulamentação europeia, em particular a Diretiva (UE) 2020/2184, reforça as exigências sobre a qualidade da água e a responsabilidade das empresas alimentares no seu controlo. A gestão passa a basear-se numa abordagem de risco, incluindo monitorização contínua e atenção a contaminantes emergentes como os PFAS.

A tecnologia está no centro da revolução das proteínas vegetais, com processos avançados de texturização, modificação enzimática e digitalização formando a base de ingredientes cada vez mais funcionais e sensoriais. Essas inovações permitem a criação de produtos plant‑based com desempenho nutricional e organoléptico próximos aos de proteínas animais, ao mesmo tempo em que melhoram a eficiência e a sustentabilidade da produção.

Durante a Alimentaria 2026, a Verakis acompanhou de perto os snacks inovadores, incluindo produtos à base de bagaço, ovo e brócoli funcional. Essas inovações refletem a tendência global de snacks funcionais, que combinam saúde, sabor e conveniência. Além disso, o uso de subprodutos e ingredientes sustentáveis destaca o potencial de inovação e competitividade no setor agroalimentar.

Em 2026, o setor agroalimentar português será guiado por tendências que combinam saúde, inovação, sustentabilidade e experiência do consumidor, segundo a PortugalFoods. Produtos com foco em proteínas vegetais, bem-estar intestinal, indulgência consciente e conveniência ganham destaque, assim como soluções que unem tradição e responsabilidade ambiental. Essas mudanças refletem consumidores cada vez mais exigentes, que buscam qualidade sensorial, benefícios funcionais e escolhas éticas ao comprar alimentos.

A UE e os países do Mercosul assinam acordo comercial em 16 de janeiro de 2026, mas sua entrada em vigor depende de ratificação pelos parlamentos. O pacto abre oportunidades para o comércio agroalimentar, mas também gera preocupações sobre concorrência, sustentabilidade e normas de qualidade. Só com a implementação prática será possível avaliar se a troca será justa e se a qualidade dos produtos será mantida ou aprimorada.

A União Europeia reforçou os controles sobre a importação de alimentos, animais e produtos vegetais, ampliando exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. As novas medidas buscam proteger a segurança alimentar europeia e alinhar o comércio aos objetivos climáticos e regulatórios do bloco. Para países exportadores como o Brasil, isso significa maior pressão por conformidade, transparência e adaptação às normas europeias.

A INTERBEV lançou um plano para reconquistar a soberania alimentar da França, frente à queda dos rebanhos de ruminantes e à dependência de importações. O plano inclui reforço da produção nacional, valorização dos cortes locais e exigência de padrões sanitários e ambientais para carnes importadas. A iniciativa destaca a importância de preservar a produção local, apoiar produtores e garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

As iniciativas da Sodiaal e da Danone refletem duas estratégias complementares para o futuro do leite: uma reafirma a identidade local e cooperativa, enquanto a outra aposta na sustentabilidade e inovação global. Ambas buscam reconectar o leite à sua origem, conciliando tradição, transparência e responsabilidade ambiental. O desafio comum é transformar propósito em prática, equilibrando viabilidade econômica, inclusão produtiva e coerência entre discurso e ação.

A Comissão Europeia validou a alegação de saúde do kiwi verde, reconhecendo seu efeito positivo na digestão. É o primeiro fruto fresco na Europa a receber esse selo, destacando seu valor funcional e estratégico. A certificação reforça a diferenciação do produto e pode inspirar outras frutas a buscar reconhecimentos similares.

O estudo dos Échos Études evidencia como a nutrição funcional se torna um pilar da saúde preventiva, com consumidores cada vez mais em busca de produtos personalizados que atendam às suas necessidades específicas e auxiliem na gestão de doenças.

O “Uovo Circolare”, desenvolvido pela Azienda Agricola Fantolino em parceria com a UNISG na Itália, aplica a economia circular à produção de ovos, transformando resíduos agroalimentares em alimento para larvas que compõem parte da ração das galinhas poedeiras. O projeto reduz desperdício, promove bem-estar animal e incorpora pesquisa científica para melhorar a qualidade do produto. Mais do que um ovo, ele simboliza a transição de uma economia linear para uma regenerativa, integrando sustentabilidade, inovação e responsabilidade social.

Em 2025, a França já produziu 15 bilhões de ovos, alcançando 97% de autossuficiência, mas ainda precisará ampliar a produção para responder a uma demanda crescente. O ovo se consolidou como alimento acessível e nutritivo, com avanços em bem-estar animal e inovação em ovoprodutos, embora desafios como crises sanitárias e custos de produção mantenham a necessidade de apoio e cooperação no setor.

O Nutri-Score se destaca como importante ferramenta para escolhas alimentares saudáveis, especialmente entre populações vulneráveis. Apesar do apoio crescente e validação científica, ainda enfrenta resistências culturais e políticas. Para sua adoção justa e eficaz, são necessários mais estudos e comunicação clara.

Portugal reduziu significativamente os teores de sal e açúcar em milhares de produtos alimentares entre 2018 e 2023, sem exigir mudanças no comportamento dos consumidores. A iniciativa, liderada pela Direção-Geral da Saúde e outras entidades, resultou na retirada de mais de 7 mil toneladas de açúcar e 18 toneladas de sal da alimentação habitual da população. O projeto é um exemplo de como políticas públicas, quando bem articuladas com o setor produtivo, podem transformar silenciosamente a saúde coletiva.

O Basque Culinary Center e a AgroBank lançaram a iniciativa Impulso Agro, destacando 40 jovens profissionais que inovam e enfrentam os desafios do setor agroalimentar e gastronômico. Esses jovens combinam sustentabilidade, tecnologia e tradição para transformar a cadeia produtiva, com destaque para a forte presença feminina e projetos focados em renovação geracional. A iniciativa busca criar uma rede colaborativa que impulsione mudanças significativas no agro, conectando talentos e promovendo um futuro mais sustentável e inovador.

A ESAAF é uma nova aliança formada por cinco grandes institutos europeus para fortalecer a ligação entre ciência e políticas públicas em agricultura e alimentação. Seu objetivo é fornecer conhecimento científico independente, atualizado e coordenado para apoiar decisões estratégicas da União Europeia. A iniciativa busca acelerar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e competitivos em toda a Europa.

A ANSES publicou um relatório sobre alimentos ultraprocessados, destacando a falta de consenso sobre a definição desse tipo de alimento. O relatório aponta uma possível relação entre o consumo desses alimentos e o aumento de doenças crônicas, embora com evidências limitadas. A agência sugere a realização de mais estudos para entender melhor os impactos dos métodos de processamento na saúde e guiar políticas públicas alimentares.

O ano de 2025 trará uma série de normativas que prometem transformar o setor agroalimentar, com destaque para as novas regras sobre envases e resíduos, a prevenção do desperdício alimentar, a redução da “reduflação” e as restrições relacionadas à desmatamento. Essas medidas, que priorizam a sustentabilidade, a transparência e a proteção do consumidor, terão um grande impacto na indústria.

O setor de bebidas não alcoólicas está em forte crescimento, com novos termos e categorias, como "zero-proof", "blends" e "adaptógenos", enriquecendo a oferta. A busca por experiências de sabor complexas e benefícios funcionais, como calmantes ou efeitos cognitivos, também é uma tendência crescente. Com comportamentos como o "zebra striping" e o "damp drinking", consumidores estão adotando abordagens mais equilibradas em relação ao consumo de álcool. No entanto, a regulação desse mercado ainda é incerta, e surge um debate sobre a substituição do álcool por outras substâncias, como psicotrópicos, especialmente entre os mais jovens.

Le Fromage Minas Artesanal (QMA) a été reconnu par l'UNESCO comme Patrimoine Culturel Immatériel de l'Humanité, mettant en avant la méthode traditionnelle de production qui reflète la riche diversité culturelle de Minas Gerais. Cette reconnaissance, unique pour un aliment brésilien, valorise non seulement l'excellence du fromage, mais renforce également l'identité culturelle locale et les économies rurales.