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07
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2026

A etiquetagem ambiental dos alimentos avança na França

A França apresentou as primeiras maquetes do futuro sistema de etiquetagem ambiental para alimentos, que pretende informar os consumidores sobre o impacto ambiental dos produtos. A proposta considera critérios como emissões de carbono, biodiversidade, uso dos recursos naturais e práticas de produção. A iniciativa reforça a tendência de ampliar a transparência na cadeia agroalimentar e incentivar escolhas de consumo mais sustentáveis.

A França apresentou as primeiras maquetes do futuro sistema de etiquetagem ambiental para alimentos, uma iniciativa que pretende fornecer aos consumidores informações mais completas sobre o impacto ambiental dos produtos. Ainda em fase de desenvolvimento, o projeto representa um novo passo na estratégia francesa de promover escolhas de consumo mais informadas e incentivar práticas mais sustentáveis ao longo da cadeia agroalimentar.

Coordenado pelo governo francês em parceria com a ADEME (Agência para a transição ecológica) e diversos representantes do setor, o sistema busca avaliar o desempenho ambiental dos alimentos por meio de uma metodologia que vai além da pegada de carbono. Entre os critérios considerados estão as emissões de gases de efeito estufa, o uso dos recursos naturais, os impactos sobre a biodiversidade, a ocupação do solo e as práticas de produção agrícola.

As maquetes agora divulgadas mostram como essas informações poderão ser apresentadas nas embalagens de forma clara e acessível ao consumidor. Antes de uma implementação em larga escala, a proposta ainda passará por etapas de validação e aperfeiçoamento, com o objetivo de garantir que os indicadores sejam cientificamente robustos e facilmente compreendidos.

As primeiras maquetes foram desenvolvidas por empresas e marcas participantes do projeto-piloto, entre elas Fleury Michon, Bonduelle, D'Aucy, Cofigeo, Herta, Lesieur, Panzani e redes de distribuição como Carrefour e Coopérative U.

Cada embalagem apresenta um protótipo de etiquetagem ambiental que combina uma classificação visual — geralmente representada por uma letra e uma escala de cores — com informações complementares sobre os principais critérios considerados na avaliação ambiental.

O objetivo é testar diferentes formas de comunicar esses dados antes da definição do modelo definitivo, prevista para os próximos anos.

A iniciativa reflete uma transformação mais ampla na forma como os alimentos são comunicados ao mercado. Nos últimos anos, a rotulagem passou a incorporar informações nutricionais, de origem e de rastreabilidade. Agora, o impacto ambiental também começa a ocupar espaço entre os critérios que podem influenciar a decisão de compra.

Para as empresas do setor agroalimentar, esse movimento representa um novo desafio. Produzir alimentos de forma mais sustentável já não é suficiente; será cada vez mais necessário medir, comprovar e comunicar esse desempenho de forma transparente. Isso exige investimentos em rastreabilidade, coleta de dados e metodologias capazes de traduzir informações complexas em indicadores confiáveis.

Embora ainda não exista um modelo definitivo, as primeiras propostas apresentadas pela França sinalizam uma tendência que poderá influenciar outras iniciativas na Europa. Mais do que um novo elemento na embalagem, a etiquetagem ambiental representa uma evolução na forma de informar o consumidor e reforça o papel da transparência na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis.


Fonte : https://affichage-environnemental.ademe.fr/