Este espaço é para quem quer saber sobre o que há de mais novo e polêmico sobre alimentos, alimentação, nutrição e gastronomia. Aqui se mostra diferentes pontos de vista e coloca-se em xeque ideias de senso-comum que são dissecadas com evidências científicas. Escrito por uma irriquieta e inconformada pessoa que vê a alimentação por diversos pontos de vista.
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O vale-refeição foi criado para garantir acesso a refeições de qualidade, não para financiar alimentos de baixa qualidade. Ao ampliar indiscriminadamente seus usos, esvazia-se o sentido do benefício em nome da conveniência. O debate não é sobre liberdade de consumo, mas sobre que modelo alimentar estamos dispostos a legitimar.
O ECO2025 premiou pesquisadores que conseguem tornar a ciência sobre obesidade acessível ao público. Os vencedores mostram como dados complexos podem influenciar políticas, escolas e comunidades. Comunicar ciência de forma clara é tão importante quanto produzi-la.
Escolher um chocolate não é mais simples: selos como orgânico, fair trade, vegan ou bean-to-bar multiplicam-se e confundem o consumidor. Cada certificado avalia aspectos diferentes — sociais, ambientais ou de qualidade — tornando difícil compreender o todo.
A proibição de anúncios de alimentos de baixa qualidade antes das 21h no Reino Unido é um passo importante, mas insuficiente por si só. O consumo impulsivo é influenciado por preço, conveniência e disponibilidade, não apenas publicidade. Políticas eficazes precisam combinar educação alimentar, acesso a alimentos de qualidade e valorização da comida para mudar hábitos de forma real.
As modas de alimentação e bem-estar viralizam nas redes sociais, transformando práticas antigas em produtos e marketing. Influencers e pseudo‑especialistas difundem informações superficiais sem base científica. Enquanto isso, educação crítica e formação sólida continuam negligenciadas, deixando o público vulnerável à desinformação.