Cet espace est destiné à ceux qui souhaitent connaître les sujets les plus récents et les plus controversés en matière d'alimentation, de nutrition et de gastronomie. Ici, différents points de vue sont présentés et des idées de bon sens sont remises en question, et sont disséquées sur la base de preuves scientifiques. Écrit par une personne non-conformiste et curieuse, qui perçoit la nourriture selon différents points de vue.
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A França começou a testar um sistema que informa ao consumidor como os agricultores são remunerados ao longo da cadeia alimentar. A iniciativa busca mais transparência, mas também levanta dúvidas sobre até que ponto uma embalagem consegue traduzir realidades complexas. Afinal, estamos valorizando os agricultores ou transformando seu trabalho em mais um indicador de marketing?
As redes sociais transformaram a maneira como escolhemos restaurantes e até como os restaurantes criam seus pratos. A comida agora precisa funcionar bem na câmera antes de agradar ao paladar. Entre vídeos, algoritmos e estética, comer virou também uma experiência de performance visual.
O vinho vegano evita produtos de origem animal usados na clarificação, como clara de ovo ou gelatina. Mas a discussão vai além da técnica: o selo “vegano” transforma um método de produção em narrativa de identidade e consumo.
A crítica gastronômica nas redes migrou do elogio constante para uma postura mais dura, vista como sinal de autenticidade. No entanto, o algoritmo favorece conteúdos extremos, incentivando críticas mais performáticas do que analíticas. Entre publicidade disfarçada e demolição exagerada, a verdadeira credibilidade continua sendo difícil de construir.
A decisão judicial envolvendo a campanha da Intermarché reacende o debate sobre os limites entre publicidade criativa e comunicação enganosa. Mais do que o produto em si, o caso evidencia como a alimentação hoje é também construída por narrativas e interpretações. Nesse contexto, comer não é apenas consumir, mas também decifrar histórias sobre o que está no prato.
Leguminosas como feijão e lentilha são celebradas mundialmente não apenas por seus nutrientes, mas por sua história, cultura e papel na sustentabilidade. Enquanto alimentos ultraprocessados dominam escolhas e prateleiras, reconhecer o valor desses grãos é um lembrete de que comida é prática cultural tanto quanto biologia nutricional. O Dia Mundial das Leguminosas nos convida a repensar o que valorizamos no nosso prato e por quê.