Este espaço é para quem quer saber sobre o que há de mais novo e polêmico sobre alimentos, alimentação, nutrição e gastronomia. Aqui se mostra diferentes pontos de vista e coloca-se em xeque ideias de senso-comum que são dissecadas com evidências científicas. Escrito por uma irriquieta e inconformada pessoa que vê a alimentação por diversos pontos de vista.
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O vinho vegano evita produtos de origem animal usados na clarificação, como clara de ovo ou gelatina. Mas a discussão vai além da técnica: o selo “vegano” transforma um método de produção em narrativa de identidade e consumo.
A crítica gastronômica nas redes migrou do elogio constante para uma postura mais dura, vista como sinal de autenticidade. No entanto, o algoritmo favorece conteúdos extremos, incentivando críticas mais performáticas do que analíticas. Entre publicidade disfarçada e demolição exagerada, a verdadeira credibilidade continua sendo difícil de construir.
A decisão judicial envolvendo a campanha da Intermarché reacende o debate sobre os limites entre publicidade criativa e comunicação enganosa. Mais do que o produto em si, o caso evidencia como a alimentação hoje é também construída por narrativas e interpretações. Nesse contexto, comer não é apenas consumir, mas também decifrar histórias sobre o que está no prato.
Leguminosas como feijão e lentilha são celebradas mundialmente não apenas por seus nutrientes, mas por sua história, cultura e papel na sustentabilidade. Enquanto alimentos ultraprocessados dominam escolhas e prateleiras, reconhecer o valor desses grãos é um lembrete de que comida é prática cultural tanto quanto biologia nutricional. O Dia Mundial das Leguminosas nos convida a repensar o que valorizamos no nosso prato e por quê.
Menos da metade das empresas usa informação de forma consistente na comunicação de alimentos, mesmo com tantos dados disponíveis. Isso cria um paradoxo: mais informação não significa necessariamente melhores escolhas, mas sim narrativas moldadas por interesses outros.
Carragenanas são extratos de algas vermelhas usados como espessantes, mas nomes técnicos despertam desconfiança exagerada. O risco real é mínimo, mas a percepção pública se molda mais pelo nome e narrativa do que por evidência científica.