
Em 2026, o setor agroalimentar português será guiado por tendências que combinam saúde, inovação, sustentabilidade e experiência do consumidor, segundo a PortugalFoods. Produtos com foco em proteínas vegetais, bem-estar intestinal, indulgência consciente e conveniência ganham destaque, assim como soluções que unem tradição e responsabilidade ambiental. Essas mudanças refletem consumidores cada vez mais exigentes, que buscam qualidade sensorial, benefícios funcionais e escolhas éticas ao comprar alimentos.

A proliferação desordenada de plataformas digitais sobre alimentação gerou uma "cacofonia" onde o volume de informação, movido por interesses comerciais ou ativistas, sufoca a capacidade crítica tanto do público quanto de pesquisadores. Em vez de promover o discernimento, essa sobrecarga transforma simplificações em mitos e verdades absolutas. Assim, o combate à desinformação exige não apenas informar, mas, crucialmente, repensar a estratégia para desenvolver o espírito crítico do consumidor digital.

A ANSES publicou um relatório sobre alimentos ultraprocessados, destacando a falta de consenso sobre a definição desse tipo de alimento. O relatório aponta uma possível relação entre o consumo desses alimentos e o aumento de doenças crônicas, embora com evidências limitadas. A agência sugere a realização de mais estudos para entender melhor os impactos dos métodos de processamento na saúde e guiar políticas públicas alimentares.