29
.
01
.
2026

2026 à mesa: inovação, tradição e sustentabilidade na gastronomia

A gastronomia de 2026 combina tradição e inovação. Ingredientes locais e técnicas criativas ganham destaque. Comer e cozinhar tornam-se experiências conscientes e memoráveis. Nada de transcendente...

A gastronomia de 2026 apresenta tendências que combinam tradição, inovação e atenção à sustentabilidade. Segundo levantamento recente do Le Figaro, os consumidores estão buscando ao mesmo tempo sabores reconfortantes e novas experiências culinárias, refletindo um equilíbrio entre memória afetiva e criatividade.

Entre as tendências, destaca-se o retorno às receitas tradicionais, como preparações caseiras e técnicas clássicas, ao mesmo tempo em que surgem inovações, como glaces salgadas e o uso de especiarias como toque final nos pratos.

A pizza de fermentação natural também passa por uma renovação, com textura mais crocante e maior complexidade de sabores.

O protagonismo do vegetal se mantém, com destaque para legumes fermentados, produtos de inspiração japonesa cultivados localmente e espécies de peixes recém-introduzidas nas regiões costeiras.

O repolho, ou chou, ganha atenção especial, sendo utilizado em diversas formas — farci, fermentado ou em kimchi — e simbolizando uma gastronomia que valoriza ingredientes locais e sustentáveis. A relevância do ingrediente é reforçada por eventos como o campeonato de repolho realizado em Limoges.

No campo das bebidas, a tendência é a consolidação do consumo sem álcool, com opções como kombuchas e infusões sofisticadas, que passam a ocupar um papel central nos novos hábitos de consumo.

Também se observa uma mudança no comportamento à mesa.

O solo dining deixa de ser percebido como isolado, tornando-se uma prática valorizada, com atenção à apresentação e à experiência individual. Paralelamente, o interesse por mesas coletivas cresce, especialmente entre jovens que buscam experiências sociais diferenciadas.

A gastronomia também estabelece uma relação mais próxima com o universo da moda e do design, por meio de colaborações entre chefs e marcas de luxo, mostrando que a experiência de comer pode refletir identidade e estilo de vida.

Por fim, o uso de fogo e técnicas de cocção tradicionais continua a se destacar, com a utilização de lenha, brasas ou carvão japonês binchotan, valorizando sabor, técnica e apresentação.

Essas tendências refletem a busca por uma gastronomia consciente, inovadora e conectada com a experiência do consumidor, confirmando que, em 2026, cozinhar e comer será cada vez mais pensado como uma prática que integra sabor, cultura e responsabilidade.

Nada de transcendente...


Mãos à massa para os cozinheiros e deliciosas experiências para os gourmets e gourmands em 2026!

Fonte da informação: “Qu’allons‑nous manger en 2026 ? Voici les 8 tendances à suivre” publicado no Le Figaro (17/01/2026).

Imagem: Freepik